quarta-feira, 5 de maio de 2010

PD #7: As cabeças que rolaram

Uma quarta-feira sangrenta nos campeonatos de estilo mata-mata. Assassinatos diversos ocorreram. Houve vítimas torturadas, sacrificadas num só golpe, relutantes, desesperadas. E os bandidos saíram impunes, comemorando suas façanhas.

Começando com um caso de polícia cada vez mais típico no Brasil. O Vasco, primeira vítima da noite, brigou por sua sobrevivência. No primeiro combate saiu em desvantagem, e precisava ganhar por três gols. Golpeou o adversário com artilharia pesada, mas não contava com a destreza inimiga. Sem um dos pés após a expulsão do zagueiro Nilton, usou a raça e esfaqueou o Vitória mais duas vezes. Todavia, um elemento exterior à luta ajudou - e muito - ao bloquear o golpe que visava decepar o braço do Leão. Final: 3x2, e o rei da selva fica satisfeito por uma semana após comer o bacalhau.

A segunda vítima desta quarta-feira foi o porco. Temos que admitir: esta batalha era, na teoria, injusta. Como uma salsicha vence o dragão? É... Complicado. Mas, abusando da defensiva, o acanhado "feijoada" demonstrou ser um prato difícil de engolir. Aguentou o máximo possível, inclusive se esquivando nas penalidades três vezes. A história "Davi e Golias", no entanto, é incompatível ao resultado final no Serra Dourada. Parabéns aos quase xarás Marcos e Márcio, os destaques da partida. E depois do porco assado pelo fogo goianiense, o Atlético ainda enxerga caminhos tortuosos na disputa.

Vamos agora à nossa comprovação científica do dia. Galo não sabe nadar! Pois é, o Atlético-MG decidiu mergulhar na Vila Belmiro bater de frente com a baleia. O "peixe" (tá bem, eu sei que baleia não é peixe!) já havia tentado respirar fora d'água semana passada, e descobriu que não era sua praia. Voltando à bela - e costeira - cidade de Santos, se esbaldou nas águas da galera. Os meninos da Vila deixaram para lá essa história de Pinóquio e Gepeto, controlaram a ira do mamífero e acabaram com a vida do galináceo. Regidos pelo Ganso, deram uma de Moby Dick e se esbaldaram no frango à passarinho. Se galo não voa, como vai conseguir nadar? Calculável essa, ein!

O próximo B. O. se encontra em São Paulo, mas podia ser escrito num livro de fábulas. A constelação versus os cadeirantes, o mosqueteiro e a caça, os titãs contra os guerreiros. E o que se viu em campo? Um urubu frio e calculista, sabendo exatamente onde e quando atacar. Aqueles poderosíssimos alvi-negros venceram batalhas e mais batalhas, porém descobriram: quem ri por último... Sobreviveu para isso. O Flamengo, no sertame final, destruiu a coroa e destronou os sagrados. O reino passou a ser império, e as estrelas, tadinhas, se apagaram. O Uruba, que se alimenta de carniça, ainda tem mais para inflar seu ego. Veremos flamenguistas (com S no final) na Copa do Mundo!

Para quem está cansado dos animais, saibam que agora o caso é sério. Homicídio doloso, com intenção de matar. Foi relatado o assassinato de Cartola, fraco e oprimido, perseguido por seis dias pelo acusado. Após uma tentativa frustrada de matar o indivíduo na quinta-feira passada, o meliante conhecido como "Mosqueteiro" atacou outra vez. Munido de sua espada, e sem se importar com a fragilidade do inimigo, o rasgou em pedaços. Nenhum sangue azul foi encontrado na cena, sinal que não houve briga. O cadáver continha feridas profundas aparentemente mais antigas, e cicatrizes feias. Seu cérebro já não funciona faz tempo, deixando-o num estado vegetativo. A atrocidade, porém, foi festejada por milhares de gaúchos. O bandido alega ser a favor da Eutanásia, e fez apenas um gesto de caridade ao vergonhoso oponente.

O último indiciado pela polícia neste 05 de maio tem o nome de Thiago Ribeiro. Atirador de elite e veterinário especializado em raposas, o jogador viajou até o Uruguai buscando a vítima perfeita. Com a ajuda da sua gangue azul celeste, acabaram com a raça dos representantes nacionais. No combate celestial, o artilheiro fez mais um golpe memorável, chegando assim ao topo em sua categoria. Pressionaram o fraco oponente, que ficou sem reação. A baixa uruguaia alegrou a muitos brazucas, pois uma competição das Américas atrai a atenção das mais diversas testemunhas oculares, e boa parte escolhe uma tropa para torcer. Peças negras, vermelhas e azuis restam representando o verde-amarelo.

Semana que vem começa outra etapa de extermínios. E outro espetáculo carnívoro começa neste fim de semana. Fiquem atentos, pois ainda veremos muitos outros jogos mortais. E você: quer jogar?

PD #6: Tradição Pesa

Fala Cambada!
Começou nessa terça á noite a batalha dos brasileiros para se manter na Liberta. E começou dando uma pincelada sobre o que é disputar essa competição complicadíssima.
São Paulo e Universitario do Peru (PERU, viu) se engalfinharam novamente, dessa vez no Morumbiba, na disputa pela primeira vaga nas quartas de final. A primeira partida no PERU (ham) ficou no 0 X 0, e os paulistas jogavam por qualquer vitória para passar á próxima fase. Pelas circunstâncias, o jogo prometia muitos gols e facilidade para os bambis... E como boa parte da politicagem brasilina, só prometia.
A casa são-paulina estava cheia; mais de 43 mil pessoas foram assistir ao embate. Os peruanos vieram pra cá com uma meta, diria eu, previsível: não levar gols. Armaram um verdadeiro ferrolho a lá Joel Santana, a inspiração, o mestre e o guru espiritual da ideia desse belíssimo e jocoso blog, para não ser empalado pelos tricoletes (o que não é muito difícil, vide a natureza dos mesmos), com os 11 atrás da bolacha central. E se pudessem, colocariam lá também roupeiro, massagista, fisioterapeuta, médico, assistentes, enfim... E o tricampeão das américas partiu pra cima, cheio de velocidade, escalando Marlos, (bonita camisa,) Fernandinho e Dagoberto, sem a habitual referência de área Washington, o caneleiro tricolor. E foi exatamente ele que fez falta. Num primeiro tempo quente, os peruanos mal chegaram ao ataque, com nenhuma finalização própriamente dita. Já o São Paulo foi praticamente um Bonde do Tigrão: passou cerol na mão e deu muita pressão. Rodrigo Souto testou uma no travessão, fora as arrancadas de Marlos e Cicinho pela direita, arma muito explorada nessa primeira etapa. Fernandinho também chegou pelo outro lado, mas foi muito fominha e pouco efetivo. Faltava acertar o último passe, mas o problema não era falta de qualidade; era falta de um brucutu na pequena área pra botar a bola pra dentro (ui, que delícia!)
Se os primeiros 45 foram quentes, a segunda etapa ferveu. Retrancardo Gomes finalmente pôs Washington na brecha de Jorge Wagner, e foi pra cima com três atacantes e tudo o que tinha direito. Conseguiu criar boas chances, mas não guardava o caroço de jeito nenhum. Com a entrada do poste, o tricolor foi mais perigoso, e a partida virou um treino de ataque contra defesa. A quantidade de chances disperdiçadas pelos donos da casa foi incrível. Quase o time inteiro teve chance de marcar, mas ninguém conseguiu passar por Llontop. Marlos perdeu um gol incrível: quase em cima da linha fatal, sem goleiro, realizou a proeza de colocar a bola no travessão. Washington, Dagoberto, Fernandinho, Hernanes, o próprio Marlos e até os zagueirões Alex Silva (popular Pirulito) e Miranda tiveram suas oportunidades, mas ela não entrava de jeito nenhum. Ineficiente toda vida, o Homem da Camisa Bonita foi substituído pelo homem com o menor senso de ridículo do Mundo, o glorioso Marcelinho Paraíba aos 42 minutos do segundo tempo, e o camisa 12 saiu viad... opa, vaiado pela torcida e com o ouvido cheio de reclamações dos companheiros de equipe, que o espinafravam em razão de sua incrível capacidade de não tocar a bola, um sintoma claro de estrelismo agudo. A cobaia de Mauro Shampoo obviamente não gostou de entrar no final do jogo, pois isso foi feito com o intuito de que ele estivesse presente nas cobranças das penalidades, já que é um dos batedores. Mas o rapaz resolveu tentar acabar com o jogo antes: arriscou um chute da intermediária no último lance do jogo, e por muito pouco não "estragou" a estratégia do treineiro Ricardo Gomes. Ao fim do jogo, quase toda a comissão técnica foi conversar com o atleta, tentando consolá-lo em razão dos fatos, acalmando-o para o que restava da peleja.
Se no jogo teve de tudo, menos gols, a disputa de pênaltis tratou de completar o "tudo". E com mais uma boa dose de emoção. Os peruanos começaram com Ramirez (que não é o El Tigre), que converteu muito bem sua chance. Rogério saiu da linha fatal e foi cobrar o seu. E não é que o goleiro Llontop, reserva da equipe visitante, não pegou a cobrança do Goleiro-Artilheiro? Deu uma reboladinha e pegou a bola com tudo, dando boa vantagem á sua equipe.
Toda a pressão do Mundo se recaíu sobre o Ídolo tricolor, que no caso de desclassificação seria o primeiro acusado de ser o vilão. Ele precisava se redimir...
E conseguiu! Na cobrança de Alba, Rogério saltou para o canto direito, mas esticou a canhota e defendeu com estilo, para alívio dos 43 mil presentes. Hernanes converteu seu pênalti talvez na maneira mais perfeita que eu vi alguém cobrar uma penalidade máxima. Bola literalmente no ângulo, golaço. Agora, estava tudo igual. Os pés do experiente zagueiro argentino Galván, capitão dos peruanos, com passagem por Atlético-MG e Payssandu, poderiam mudar isso, mas foram as Mãos do arqueiro tricolor que o fizeram: ele foi com tudo pro canto esquerdo e acertou em cheio, pra delírio da galera. O homem do cabelo mais escroto do país foi cumprir sua missão, e assim fez, com louvor. Soltou o bambu e guardou a criança. Ela ainda bateu no poste (na trave, não no Washington) antes de entrar.
A pressão havia trocado de lado, e Labarthe tinha a responsabilidade de trazer de volta o Universitário para a briga, mas ele mandou-a para o espaço, ou melhor, para fora, e deu a chance a Dagoberto de fechar a série. O camisa 25 não desperdiçou a oportunidade e bateu no meio, não querendo correr os maiores riscos, e garantiu o São Paulo nas quartas-de-final da Liberta.
Como diria Zé Carlos Araújo, ufa ufa! Foi difícil, mas o primeiro brasileiro conseguiu vaga na próxima fase da competição continental. Se faltou qualidade técnica e tática, além de competência, sobrou camisa e tradição, já que os Bambis disputam a vários anos seguidos essa Copa, já ganharam 3 delas e sempre vão longe. Tem horas que é necessário apelar pra essa dupla extra-campo, já que ultimamente tem sido difícil confiar na galera que trabalha dentro dele.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Pranchetando #1: Flamengo x Corinthians

Vamos começar pelo Flamengo. Vão no esquema 4-3-1-2, e como todos sabem, abusando dos laterais. Maldonado e Willians fazem a escolta quando Juan e Léo Moura partirem para o ataque. Rômulo é fixo, especialmente para fazer compania a Ronaldo. Adriano mal sai da àrea (inicialmente) e Pacheco organiza as chegadas pelo meio. A grande chance rubro-negra será através dos contra-ataques pelos lados, porque o meio do Corinthians estará congestionado.

O timão virá com tudo para cima do urubu. Precisando do resultado, a equipe de Mano Menezes terá diversas jogadas, especialmente pela direita. Jucilei e Ralf tendem a deixar um pouco de lado a marcação em alguns momentos, tentando ajudar o apoio. Alessandro não sobe tanto, mas Roberto Carlos vai incomodar o lado de Léo Moura. Ronaldo, assim como Adriano, é fixo, e Dentinho cai pelos lados. Elias fica encarregado de ajudar o Roberto na esquerda.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

PD #5: Uma final de campeonato.


Vamos lá. O blogueiro mais velho da rede Informais tem apenas 21 anos. Nasceu em 1989, e o maior craque que viu jogar em seu time foi Romário, em 1995. Mas nem se lembra bem dessa época...

Os torcedores santistas são os privilegiados entre a galera jovem atual. Os mais velhos falam de Pelé, Coutinho, Pepe, porém os novinhos tem outros ídolos. Primeiro, em 2002, um time com Alex na zaga, Renato, Elano e Diego no meio e Robinho no ataque. Espetacular! Os meninos da vila, 2ª edição, levou o caneco nacional depois de um campenato incrível. As jogadas, a beleza do futebol, fazia lembrar outras épocas. Sabe aquelas que seu pai insiste em narrar, seja ele flamenguista e relembre o Zico, tricolor, com Assis e Washington (ou a Máquina Tricolor), o Garrincha para o botafoguense ou Dinamite (Juninho, talvez) pelo Vasco? Então. O Santos 2002 era isso.

Ontem, todo mundo sabe, o Santos foi campeão paulista, um título teoricamente de pouca expressão. Contudo, jogaram bola demais, tanto eles quanto os perdedores. Chega a ser triste admitir isso, mas é a mais pura verdade: o jogo deste domingo superou em qualidade, beleza e emoção todos os finais de campeonato mais recentes. No Brasileirão de 2009, o revezamento de times na primeira colocação foi intenso, levando em conta as últimas rodadas. O Flamengo não apresentou um bom futebol contra o Grêmio na partida decisiva, e ainda assim levou. Na Copa do Brasil, o Corinthians derrotou o Inter, e o jogo de volta foi fraco. Cariocão, então, nem se fala.

Os meninos da vila 3.0 fizeram uma final de campeonato daquelas. Dividem os créditos em relação a isso com o Santo André, clube que garantiu sua vaga na série B ao apostar suas fichas no "aposentado" Marcelinho Carioca. Atualmente, as fezinhas da diretoria valeram a pena, mesmo sem levar o caneco. Em um jogo inacreditável, onde Neymar e Ganso comeram a bola, quem fosse campeão teria de bater palmas para o adversário. Metidos, com razão, os craques santistas adiaram isso e comemoraram demais. Fizeram juntos um domingo facilmente encaixável nas histórias contadas por nós, querendo impressionar as próximas gerações.

Nunca subestime ninguém. Dos menores frascos, às vezes saem os melhores odores. LDU, Sport, Santo André e América nos mostraram isso recentemente. Não se iludam! Pensar que seu time está acima ou abaixo de qualquer adversário teoricamente inferior pode te trazer problemas. O Santos garantiu o Paulistão por um triz. E um jogo só acaba, quando termina, e só termina quando acaba, no apito final. Que final.

domingo, 2 de maio de 2010

PD #4: Giro dos Campeões


Fala, cambada!
Muitos títulos saindo nesse fim de seman
a por esse nosso Brasilzão de meu Deus. Vamos aos principais.

Onde existe a provável maior rivalidade clubística do país, as bibas tricoletes gaúchas perderam por 1 a 0 para as bibas coloradas (gol de Giuliano) em pleno Estádio Olímpico, mas mesmo assim levaram a taça após dois anos vendo os vermelhinhos comemorarem, pois haviam vencido o primeiro jogo no Beira-Rio por 2 a 0 (gols do zagueiro Rodrigo e Borges), e vão embalados para o jogo da volta, em casa, contra o Fluzão pela Copa do Brasil.

No sábado, na terra dos candangos calangos, o Ceilândia, do nosso queridíssimo Dimba ("Isso é caso de FMI"), levou a taça após o empate com o Brasiliense no Serejão, em Taguatinga, por 2 a 2, pois havia vencido o primeiro confronto por
3 a 1. Os gols foram do próprio Dimba e de William Carioca para os campeões e Aloísio Chulapa (aquele mesmo, que engoliu o chiclete) e Bebeto, que não é o tetracampeão para os vices. Esse foi o primeiro distrital do clube, que garantiu uma vaga na Copa do Brasil 2011 e impediu o hepta do Jacaré (aliás, jacaré no seco anda?).

Outro caneco saiu no Ceará, com a vitória do Fortaleza. Mas peraí... o Vitória não disputa o Campeonato Baiano? Bom, o que interessa é que o campeão é o tricolor. No primeiro jogo, semana passada, Fortaleza 1 X 0 Ceará. Depois de muito sofrimento com a bola rolando e uma derrota para o Vovô por 2 a 1, o time que revelou Ronaldo Angelim para o mundo foi decidir o título na marca da cal e venceu por 3 a 1, conquistando o tetracampeonato, o 8º estadual em 10 anos.

Já na terra das duplas sertanejas e calças apertadas, o Atlético-GO ignorou a vantagem que possuía por ter vencido a primeira partida por 4 a 0 e bateu sem dó nem piedade o Santa Helena (isso seria violência contra a mulhe
r?) por 3 a 1 e faturou o Goianão 2010 sob a batuta do treineiro Geninho.

Começando a entrar na região do país onde não existe mulher feia, o Avaí, do nosso querido Gustavo Guga, o Kuerten, finalista dos dois turnos do campeonato e dono da melhor campanha geral, foi campeão de forma incontestável após derrotar por 2 a 0 o Joinville no segundo jogo da final, que aconteceu na Ressacada neste domingo. De brinde, ainda levou a hegemonia do estado se igualando ao Figueira, com 15 taças cada um.

Na Boa Terra, Renato Gaúcho não se cansa da rotina... de vice-campeonatos. Após conseguir derrotar o Vitória (agora sim, Vitór
ia na Bahia!) por 2 a 1 (com gol nos acréscimos) nesse segundo jogo da final, o Bahia viu novamente o caneco ir pro Barradão devido á vitória dos Rubro-Negros no primeiro jogo por 1 a 0 em Pituaçu e á melhor campanha na fase de classificação. O Leão levou o tetracampeonato, o oitavo em 10 anos, e mantém com boa vantagem a hegemonia do Baianão. Os tricolores estão desde 2001 sem faturar nada por lá.

Depois de dois vice-campeonatos pro maior rival, o Galo forte e vingador se vingou e levou o caneco após a vitória (de novo o Vit
ória?) no primeiro jogo por 3 a 2 fora de casa, no Ipatingão, e a de hoje por 2 a 0 no Mineirão lotado, com direito a gol do xodó Marques e outro do artilheiro Diego Tardelli, ambas as duas sobre o Ipatinga, que havia eliminado o Cruzeiro nas semifinais. Foi o 40º título atleticano.

E em São Paulo,
a decisão mais esperada e indefinida de todas desse ano teve um desfecho emocionante... porém esperado. Os Meninos da Vila perderam a partida por 3 a 2 para o Santo André e terminaram com 8 em campo, após as expulsões de Léo, Marquihos e Roberto Brum. O Ramalhão também teve gente expulsa, mas foi apenas o matador Nunes. Mas como teve a melhor campanha da fase classificatória e havia vencido o primeiro jogo pelo mesmo placar (André e Wesley duas vezes para o Santos e Rodriguinho e Bruno César para o Santo André), podia perder por um gol de diferença. Num jogo recheado de confusão e bom futebol, Neymar marcou duas vezes, porém os amiguinhos de Michael Jackson não ficaram á frente no placar nenhuma vez, pois o próprio Nunes, Alê e Branquinho não deixavam: sempre que os meninos balançavam a rede de lá, eles balançavam de cá. Detalhe que o primeiro gol saiu sem os campeões tocarem na bola, com 30 segundos de jogo. Depois de uma partida de almanaque do nosso querido Pat... opa, Cisn... PO***! Ganso, o caneco foi pra Vila pela 18ª vez.

Clayton #1: Cartola FC

O F.C. Prancheta está agora no Cartola FC! Para entrar na liga Informais, acesse ESTE LINK AQUI e cadastre-se! O vencedor do ano leva uma bola do Campeonato Brasileiro 2010. Participe!

(Explicação do nome "Clayton" para esse tipo de post: Clayton é um volante que não tem necessidade nenhuma para o time que joga, não traz nada de novo, mas é um bom chamador de atenção para quem está por perto.)

sábado, 1 de maio de 2010

Histórias da Prancheta - Liverpool F.C.


Fala, cambada! Pra começar a seção Histórias da Prancheta em grande estilo, viajamos direto pro Velho Continente, mais especificamente, pra terra da Rainha. E mais especificamente ainda, pra terra dos Beattles. Sim, falaremos do Liverpool Football Club, os famosos Reds.
O clube foi fundado em 15 de março de 1892, a partir de um "pequeno" desentendimento do Sr. John Houlding, proprietário do Estádio de Anfield Road na época, com a diretoria do Everton, o outro time da cidade, o qual protagoniza o Dérbi local de Merseyside com os Vermelhos, e mandava suas partidas no referido estádio, que se recusou a pagar o aumento do aluguel do mesmo, passado á tutela de John recentemente. Com a desocupação, Mr. Houlding fundou o Liverpool Football Club, que quase se chamou Everton Football Club, Athletic Grounds Ltd ou Everton Athletic, o que não aconteceu devido ao veto da F.A (The Football Association, entidade controladora do futebol inglês
), para não haver confusão com os nomes.
O primeiro jogo oficial foi no dia 3 de outubro do mesmo ano, numa acachapante (ninguém usa mais essa palavra, mas tudo bem) vitória de 8 a 0 sobre o desconhecido e "cachorro morto"
Higher Walton. Já o primeiro título veio exatamente no dia 29 de abril de 1901, e foi a Liga Inglesa da temporada 1900-01, ou seja, a primeira do século XX (JURA?!?!).


O Liverpool é o clube com o maior número de títulos de toda a Inglaterra, com 58 canecos (sim, 58). Entre eles, os principais são:
- 5 Ligas dos Campeões da Europa (1976-77, 1977-78, 1980-81, 1983-84 e 2004-05)
- 3 Copas da UEFA (1972-73, 1975-76 e 2000-01)
- 7 Copas da Inglaterra (1965, 1974, 1986, 1989, 1992, 2001 e 2006)
- 18 Ligas Inglesas (1900-01, 1905-06, 1921-22, 1923-24, 1946-47, 1963-64, 1965-66, 1972-73, 1975-76, 1976-77, 1978-79, 1980-81, 1981-82, 1982-83, 1983-84, 1985-86, 1987-88 e 1989-90)
A torcida do Liverpool, conhecida como Kop, é famosíssima no mundo inteiro, devido a alguns torcedores ilustres, como por exemplo os próprios Beatles, e á intensa e imensa paixão pelo time por parte deles, que entoam belíssimas, sensuais e ardentes canções de apoio ao time, como a consagrada e usadíssima, cunhada inclusive em seu escudo, "You'll Never Walk Alone".
Mas nem só de glórias vive um clube. Os Reds, além de serem multi-campeões, também têm cicatrizes profundas em sua história. Duas tragédias envolvendo torcedores da equipe são lembradas até hoje em Anfield Road.
Uma foi a chamada Tragédia de Heysel, em 29 de Maio de 1985. O Estádio de Heysil fica localizado na Bélgica, e foi lá, nessa data, que ocorreu uma enorme briga entre torecedores de Liverpool e Juventus, da Itália, que faziam a final da Taça dos Campeões Europeus daquele ano. As autoridades queriam trocar o local da partida, mas como o pedido foi negado, tomaram outras medidas, como proibir a venda de bebidas alcoólicas nas proximidades do estádio, revista de todos os espectadores à entrada do jogo e um total de 1500 policias para fazer a segurança, porém, donos de estabelecimentos próximos ignoraram tais medidas, e continuaram com a venda dos marafos (isso lembra algo a você, frequentador do Maraca?). O resultado foram 38 mortes e inúmeros feridos. Um detalhe importante é que nenhum dos bárbaros desgraçados foi detido. Esse caso resultou no banimento de equipes inglesas das competições européias por 5 anos.
Já o outro foi o chamado Desastre de Hillsbourg, ocorrido no dia 15 de Abril de 1989, no Estádio de Hillsbourg, em Sheffield, na Inglaterra. Ele aconteceu durante uma peleja entre os Vermelhos e o Nottingham Forest válida pelas semifinais da Copa da Inglaterra daquela temporada. As investigações apontaram que a tragédia não foi causada por ação violenta dos torcedores, mas sim por superlotação do estádio e péssimo estado de conservação. O local descumpria as normas de segurança. 96 torcedores, todos do Liverpool, foram esmagados e mortos. O clube até hoje homenageia as vítimas do desastre. Devido ao Hooliganismo (violência entre torcedores), muito forte e presente principalmente na Inglaterra à época, altas cercas de aço entre a arquibancada e o gramado foram instaladas em todos os estádios do Reino Unido. Um dos casos mais famosos é exatamente o supra-citado acima desse, que está abaixo dele, o caso de Heysil. Muitos culpam a falta de estrutura do estádio e o mal planejamento do deslocamento de torcedores dentro do mesmo.
Deixando o ar um pouco mais leve e voltando a falar de glórias, alguns títulos não saem da cabeça da galera amiga do Chapolim Colorado. Principalmente os europeus: A vitória sobre o Real Madrid, após dois anos de monopólio do Notthingham Forest, em Paris, na temporada de 1980-81; a sofrida vitória sobre a Roma nos pênaltis, após empate em 1 a 1 no tempo normal, em plena Capital Italiana, na temporada de 1983-84; e o mais importante de todos, considerada a melhor partida de todos os tempos da Liga dos Campeões, o chamado Milagre de Istambul, jogo contra o galático e favorito Milan, na temporada de 2004-05. Os Vermelinhos saíram tomando uma piaba de 3 a 0 na primeira etapa. No segundo tempo, correu atrás do empate e veio a vencer nos pênaltis, graças á um dos poucos dias em que a estrela do goleiro Jerzy Dudek brilhou. O polonês pegou duas bolas, fechando a série em 3 a 2. O destaque absoluto da partida foi o ídolo Steven Gerrard, eleito o melhor jogador da UEFA na temporada.
Falando em ídolos, entre os principais nomes da história do clube, podemos citar Ian Callaghan, Kenny Dalglish, Alan Hansen, Ron Yeats (esses da época de ouro do Liverpool), Ian Rush (bi-campeão da Liga dos Campeões na década de 80) e o próprio Gerrard.
Atualmente, o Liverpool Football Club está empatado na hegemonia de títulos ingleses com o rival Machester United, cada um com 18 canecos. Disputa a Premiere League, primeira divisão inglesa, e sempre é forte concorrente a todos os títulos que disputa. O elenco tem alguns destaques, como por exemplo o chato do Gerrard, que não cansa de aparecer, Fernando Torres, espanhol matador que é um gatinho e estará na Copa, Jaime Carragher, zagueirão inglês prata da casa (chamado pelos torcedores de "Mr. Liverpool"), Javier Mascherano, argentino conhecido dos corinthianos, o holandês Dirk Kuyt e o goleirão Pepe Reina, sem contar, é claro, com o comandante Rafa Benítez, no cargo desde 2004. O espanhol já conquistou uma Liga dos Campeões, uma Supercopa Européia, uma Copa da Inglaterra e uma Supercopa da Inglaterra. Nenhum brasileiro fez história em Merseyside, mas temos alguns presentes no atual elenco: o goleiro Diego Cavalieri, o lateral Fábio Aurélio e o volante Lucas. Falando em brasileiros, os ingleses não têm muita sorte conosco, afinal foram derrotados em duas finais do Mundial Interclubes por equipes tupiniquins: em 1981 pelo Flamengo de Zico e em 2005 pelo São Paulo de Rogério Ceni.
Os Reds têm uma das histórias mais bonitas do futebol mundial, recheada de vitórias, derrotas, títulos, rebaixamentos, tragédias, glórias e muitas alegrias. Um exemplo de superação e bravura, paixão e entrega. E, é claro, a certeza de que nunca andarão sozinhos.